A expressão “aborto” se caracteriza pela morte do embrião ou feto, que pode ser espontânea ou provocada. Anomalias cromossômicas, infecções, choques mecânicos, fatores emocionais, intoxicação química acidental, dentre outros, podem ser considerados como sendo exemplos desse primeiro caso, que ocorre em aproximadamente 25% das gravidezes. Ele é caracterizado pelo término da gestação de menos de 20 semanas, sendo o sangramento vaginal um forte indício de sua ocorrência. Mais de 50% dessas situações diz respeito a alterações genéticas no embrião.
Aborto = tema - tabu O aborto ainda é um assunto tabu, pois em alguns países é permitido em outros não. Para além das consequências a nível físico, ele tem outras incidências a nível psicológico. Estados depressivos, arrependimento e tentativa de suicídio são alguns dos fatores que registram uma percentagem mais elevada quanto aos problemas emocionais no período pós-aborto. Denomina-se gravidez na adolescência a gestação ocorrida em jovens de até 21 anos que encontram-se, portanto, em pleno desenvolvimento dessa fase da vida – a adolescência. Esse tipo de gravidez em geral não foi planeada nem desejada e acontece em meio a relacionamentos sem estabilidade. No entanto, um aborto para travar uma gravidez na adolescência tem muitos riscos. Entre outros o aborto pode levar a um aumento da possibilidade de câncer de mama, doenças inflamatórias pélvicas, depressão e a contração de hepatite viral, como até a morte por hemorragia excessiva ou outras complicações. As atitudes individuais são condicionados tanto pela família quanto pela sociedade. A sociedade tem passado por profundas mudanças na sua estrutura. É cada vez mais tolerante e permissiva em relação à aceitação das relações sexuais na adolescência e antes do casamento e, também, em relação à gravidez na adolescência. A ausência de tutela materna pode ser também um fator relevante, já que muitas destas adolescentes não têm presente a figura materna.
Consequências físicas: Consideremos aqui as de ocorrência médica, que acontecem nesta encarnação. Estima-se que a morte da gestante ocorra em 20% dos casos de abortamento provocado na clandestinidade e além disso descrevem-se: perfurações do útero com cureta, sondas, velas, anemia aguda, decorrente de hemorragias provocadas por estas últimas, por abortamento incompleto (restos ovulares) e demais traumatismos da vagina, do útero e das trompas; infecções, inclusive tétano, abscessos, septicemias, gangrenas gasosas; esterilidade secundária; lesões intestinais, complicações hepáticas e renais pelo uso de substâncias tóxicas. Assim, o aborto, quando não determina a morte, pode imprimir marcas indeléveis no corpo físico.
Consequências psicológicas: Não podemos fugir da nossa consciência, nem pretextar ignorância das Leis Morais pois elas estão aí impressas, e quando se pratica este tipo de crime, desperta-se o sentimento de culpa, o arrependimento e às vezes o remorso, a nos perseguir por toda vida física e extra física. O arrependimento é a antessala da reabilitação, e quando dinâmico, canalizado para ações construtivas, pode levar, via reforma íntima e trabalho regenerador, e não raro espelhado na adoção, a minimização de nossas faltas. O remorso é a lamentação interior inoperante, completamente estático, que como um ácido corrói o recipiente onde é guardado, provocando a viciação mental, a mente em desarmonia, que é porta aberta aos processos obsessivos.
Consequências legais: Não nos estenderemos sobre o tema, lembrando que "nem tudo que é legal é moral e nem tudo que é moral é legalizado". O aborto é um crime, e se não é admissível que morram mulheres jovens, menos admissível ainda é que se assassinem covardemente os mais jovens ainda e mais indefesos, praticando. O assunto é tratado nos artigos 124 a 128 do Código Penal, determinando penas que vão de 1 a 10 anos.
O número de curetagens decorrentes de abortos mal feitos em adolescentes aumentam na mesma proporção em que aumentam os casos de gravidez na adolescência . O número de adolescentes que passa pelo serviço do SUS para corrigir as sequelas do aborto mal feito está crescendo a cada ano. Aproximadamente 10 milhões de mulheres estão expostas a gravidez indesejada, seja por um uso inadequado de métodos anticoncepcionais ou mesmo por falta de conhecimento e/ou acesso aos mesmos. Estima-se que ocorra no país de 1 a 1,2 milhão de abortamentos ao ano, que constituem a 5º causa de internação na rede do SUS e são responsáveis por 9% das mortes maternas e 25% das esterilidades por causa tubária. O aborto provocado é todo aquele que tem como causador um agente externo que pode ser um medicamento abortivo ou chás , ou por um profissional.
Tipos de abortos utilizando processos químicos e físicos:Drogas e Plantas, Citotec,Micricesária ou Histerotomia , Dilatação e Corte , Sucção , Curetagem, Miniaborto , Aborto na Zona Cinzenta e Amniocentese (envenenamento por sal).
No país onde o aborto é permitido mesmo as jovens absolutamente convictas de que esse é o único caminho , entram em estado de depressão depois que o fizeram . Ficam ressentidas de ter perdido o bebê , se sentem culpadas ou fantasiam sobre como teria sido se não interrompessem a gravidez.
Opiniões pessoais à parte, é fato que a educação sexual e a promoção de atendimento médico mais acessível, incluindo aí o acompanhamento familiar e psicológico, podem ser capazes de contornar consideravelmente essa questão.